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O mosteiro copta-cristão de Santa
Catarina, foi construído no sopé do Monte Sinai, no Egito, por ordem do imperador Justiniano I, entre os anos 527 e 565, à volta do local onde se pensa que existiria a sarça ardente, onde Moisés teria recebido as Tábuas da Lei. É
atualmente o mosteiro cristão mais antigo. A sua localização numa região
desértica é característica da antiga tradição do ascetismo. O mosteiro tem a segunda maior
coleção do mundo de iluminuras (a maior é a do Vaticano), com cerca de 3500 volumes em grego, copta,
armênio, árabe, hebraico, línguas eslavas e outros idiomas. O Codex Sinaiticus do século IV
(atualmente no Museu Britânico) foi encontrado aqui, por volta do ano 1850. Existe ainda, dentro do mosteiro, uma pequena mesquita do século X ou XI e uma capela, chamada Capela de São Trifónio, onde se encontra a “Casa dos Crânios”. Quando
o geólogo Gregg Braden, cientista colaborador da NASA, visitou o
mosteiro com sua equipe, ficou estupefato entre a magnificência do interior da
igreja e o estilo ascético de vida que os monges levam: Acordam as quatro horas
da manhã, começam a rezar e se deitam ao pôr do sol. Apesar da eletricidade
chegar até o local em pleno deserto, eles não a utilizam. Para a
iluminação fazem uso do diesel, bombeiam água do poço e produzem seu
próprio pão. A biblioteca do mosteiro é parcialmente aberta ao público.
Para entrar na área interditada é necessário atravessar a porta da "Casa
dos Crânios", restos mortais de cada monge que viveu e morreu no mosteiro.
Todos os ossos dos defuntos estão nas salas do mosteiro, cuidadosamente
catalogados com etiquetas onde os códigos permitem identificar que o irmão
João, por exemplo, é aquele na prateleira 123-D. Neste mosteiro, portanto, se
mantém ordenadamente memória de tudo mesmo, incluídos os testemunhos da
antiga sabedoria. Gregg
e sua equipe estavam curiosos demais para entrar na sala interditada ao público
e, após muita conversa de sabor arqueológico e científico, conseguiram que o
abade os acompanhasse para
uma breve visita além da porta que separava a parte da biblioteca aberta ao
público da parte interditada. Com a condição, porém que nenhuma foto ou
filmagem fosse feita dentro do ambiente restrito. E
ali tiveram a maior surpresa da excursão: A área restrita abriga, além de
milhares de textos e ícones antiguíssimas (imagens de Jesus, manuscritos espetaculares,
as primeiras Bíblias cristãs e muitos textos que foram excluídos da Bíblia
que nós conhecemos) dezenas de mesas equipadas com computadores (Macintosh -
Apple - IBM), Box Receptor de sinais de satélite para conexões Internet e
...muitos Scanners. O abade, perguntado sobre o porque da presença
desta estrutura naquele local em pleno deserto, respondeu que a comunidade vive
no mosteiro há 1500 anos e todos tiveram até hoje muita sorte por não ter
sofrido agressões por parte de exércitos estrangeiros. Contudo, muitos acham
que aquele mosteiro corre o risco de ser destruído em breve por uma guerra ou
por outro evento calamitoso. E, antes que isto aconteça, eles estão
escanerizando cada página dos antigos textos para preservá-los em beneficio de
todas as futuras gerações. Há
muito tempo ouvimos falar que deve-se adotar o modelo de TI Verde ou Green IT. E
esse, sem dúvida, será tema freqüente nos próximos anos, apesar de ações
práticas ainda serem incomuns. Agora, no mundo da era digital, os documentos podem ser digitalizados
através de escâneres e disponibilizados em tempo real via web. Assim, o que antes levava dias para uma resposta, hoje pode ser feito em apenas alguns minutos.
Este é apenas um exemplo dos atrativos de compartilhar informações armazenadas. Com soluções simples, podemos aumentar a produtividade do nosso negócio e ganhar competitividade no mercado. Além disso, ao optar por uma solução como esta é possível reduzir significativamente o consumo de papel,
tinta e
toner para impressora, o que mostra a preocupação com o meio ambiente e a busca pela sustentabilidade nas atividades administrativas. GED,
o Gerenciamento Eletrônico de Documentos, se apresenta
como forma de redução de custos, de tempo e de espaço, sendo forte aliada a
dimensão sustentabilidade. GED vai muito além de quantificar resultados
com a digitalização de documentos e redução do número de cópias
impressas O modelo proporciona a captura, a organização e o
armazenamento de documentos eletronicamente possibilitando garantir o acesso e
principalmente a pesquisa dinâmica de informações necessárias na hora
e no momento exato que os negócios demandam. A redução de erros e otimização dos processos possibilitando inclusive a recombinação de informações e o aumento do índice de inovação das empresas são mais alguns exemplos dos benefícios que o GED pode proporcionar. Para as empresas mais focadas em métricas, inclusive para a demonstração de sustentabilidade, se contabilizarmos papéis e documentos fisicamente
transportados por vias terrestres, através da aplicação do GED é possível evitar o deslocamento de pessoas, reduzir o consumo de combustível e principalmente minimizar o desgaste do meio ambiente. Quantas folhas são necessárias para imprimir o conteúdo que está naquele pen drive de 16 GB? É impossível contar.
Já existe uma simpatia estabelecida pelo conceito de sustentabilidade. É necessário agora que as empresas percebam que esse modelo não significa custos mais altos, pelo contrário. Mais uma vez, quem souber aplicar as tecnologias e os conceitos alinhados com "verde" poderá se diferenciar no mercado.
A tendência é que mais tecnologias e modelos de negócios, tais como cloud computing, virtualização e a própria gestão de documentos continuem a enfatizar maiores resultados econômicos e quantificáveis para os negócios, entretanto o maior desafio continuará a ser a demonstração dos resultados qualitativos e de sustentabilidade que o mercado consumidor valorizará cada vez mais nos próximos anos.
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